Sessão Pública de Esclarecimento: – CRISE! Que respostas? Que Soluções
Aparece!
Exploração até ao tutano
Eles não querem sociedades organizadas, desenvolvimento harmonioso e equilibrado. O que lhes dá milhões são as políticas de pilhagem das matérias-primas. O que lhes dá milhões são as políticas de escravatura dos trabalhadores portugueses, chineses, indianos, vietnamitas etc. Quando estes conseguirem impor mais direitos, melhores salários, eles então vão virar-se para África e começar aí a investir, não para ajudar a desenvolver esses países, mas sim para explorar a sua mão-de-obra.
Todas estas formas de organização económica, social, militar, administrativa, cultural, são o “cancro” das civilizações, das guerras, das desigualdades profundas, da miséria, da fome e das mortes de milhões de cidadãos que, muitos nascem e morrem sem nunca trabalharem. Não porque não queiram, mas porque nos seus espaços de vivência não há.
Chegámos à situação em que se dá todo o valor aos mercados financeiros. À defesa do dinheiro para uns quantos, lançando milhões e milhões de seres na vida degradante, na miséria extrema e na morte.
O sistema capitalista e financeiro, liderado pelo FMI, BCE e Alemães, são os novos e dissimulados hitlerianos, que hoje já não necessitam de abrir valas comuns, porque isso custaria dinheiro que o mercado não aconselha por ser um investimento não rentável, para as suas vítimas que morrem a céu aberto por esses países fora. Os senhores cifrões, não têm coração, no seu lugar têm o cifrão. Solidariedades não conhecem. As suas receitas são para SALVAREM OS INTERESSES FINANCEIROS E ENVIAREM PARA A MORTE LENTA OS POVOS. Nem entre eles próprios há solidariedade, pois quando algum deles está em má situação não o salvam, A RECEITA É O JURO AGIOTA, preparando o seu aniquilamento. Matam-no economicamente comprando pelo preço mais baixo possível e ou juro AGIOTA. Se for de borla, muito melhor.
Esta política sem rosto, mas sobretudo sem coração, na ganância do lucro, de manter os elevados lucros à escala mundial, cava cada dia que passa mais desigualdades. Hoje os seres vivos quase não têm por onde escolher uma vida melhor. Quando um país, mesmo com o seu sistema económico capitalista (hoje são todos à escala do planeta), está quase na cova, fruto das suas políticas. Eles, os financeiros, não o ajudam a salvar. Eles não emprestam, vendem, dinheiro que não é deles, cobrando juros agiotas, e quando desconfiam que os seus parceiros não têm condições de pagar, deixam-nos cair, não vendem mais dinheiro. Mas de quem é o dinheiro que eles dizem emprestar? É dos cidadãos. É dos impostos que cada cidadão paga, e que os governos especulam com ele, como se fosse sua propriedade. Os financeiros, através dos governos dos países por esse mundo fora, foram roubar o dinheiro dos nossos impostos, quando estavam em risco de falência, devido aos seus negócios especulativos.
Contradições Antagónicas
Esta é também uma das grandes contradições do sistema capitalista. Na sua política de sugar, sugar, vão matando tudo à sua volta, seres e planeta, mas vão também cavando o buraco onde vão inevitavelmente cair. Qual é o buraco? É o da revolta humana contra este sistema vampírico, desumano, ignóbil e anti – solidário.
Foi e é este sistema de ideias que tem sido a causa principal dos êxodos rurais, das imigrações e emigrações. As pessoas fogem dos lugares onde estão, porque não tendo trabalho, não tendo ajudas suficientes para manter as suas famílias, terão que se deslocar para outros (cada vez menos) locais com a esperança de encontrar melhores condições de sobrevivência.
Outras deslocar-se-ão por motivos políticos, religiosos, sexuais, culturais etc. Mas a sua grandeza é diminuta.
O desemprego, a falta de ajudas, a redução nos direitos e nas ajudas, as casas que não se conseguem pagar, as rendas de casa incomportáveis quando há milhares de casas fechadas e desocupadas, a falta de trabalho, quando há no planeta tanto para fazer e para o salvar da gula do capitalismo financeiro, é o Tsunami que temos que vencer.
O capitalismo financeiro vive da desorganização das sociedades, da divisão social, do desregulamento das sociedades, da anarquia e do caos. Eles são os descendentes de Hitler. Matam as pessoas, mas agora nas suas próprias casas, nas barracas, nas ruas ou nos campos.
Não precisam de “gastar” dinheiro a construir campos de concentração, assim são mais dissimulados nas formas; as mortes parecem naturais, mas os objectivos são os mesmos. Eles são os seres “superiores”. Todos os outros seres são a carne para alimentar a sua máquina de obtenção de lucro máximo. Esta máquina (capitalismo financeiro) é a principal causa de todos os desequilíbrios nos países, à escala global e por inerência, de todos os males que os seres vivos sofrem no planeta.
A solução não é matar-nos, não é expulsar seres deste ou daquele país, não será ir embora para outro país (podemos ir), mas sim, aqui e em todos os países, ou seja, globalmente no planeta, dizer BASTA E ORGANIZAR-NOS SOCIALMENTE. Esses movimentos sociais existem em cada país. Eles serão cada vez mais fortes e poderosos se convergirem e tomarem a consciência de que tudo o que existe no planeta é para servir todos os seres do planeta. O sol, como tudo o resto no planeta, é de todos, para todos servir e não é pertença de alguns.
Francisco Tomás
Socorro-me de um poema de B. Brechet, no qual faço umas quantas alterações, face à nossa situação Portuguesa actual.
Algumas perguntas a um “homem bom”
Bom, mas para quê?
Sim, não és venal, mas o raio Que sobre a casa cai também
Não é venal.
Nunca renegas o que disseste.
Mas que disseste?
És de boa fé, dás a tua opinião.
Que opinião?
Tens coragem.
Contra quem?
És cheio de sabedoria.
Para quem?
Não olhas aos teus interesses.
Aos de quem olhas?
És um bom amigo.
Sê-lo-ás do bom povo?
Escuta, pois: nós sabemos
Que és nosso inimigo. Por isso vamos
Encostar-te ao paredão. Mas em consideração
Dos teus méritos e das tuas boas qualidades
Escolhemos um bom paredão (revolta) e vamos fuzilar-te (derrotar-te) com
Boas balas (lutas) atiradas por bons fuzis (greves) e enterrar-te (apear-te) com
Uma boa pá (desmascarar-te) debaixo da terra boa (Portugal).
Francisco Tomás
Seixal 04/09/2011
O Deputado que deputa!
O Deputado que “dá cá o teu ó meu”!
O Deputado que representa!
Com o 25 de Abril de 1974 nasceram e reproduziram-se muitos e variados sonhos na sociedade Portuguesa. Milhares de cidadãos abraçaram o sonho de representarem e defenderem os anseios, os desejos e os sonhos de uma vida isenta de atrocidades e dificuldades.
Nasceu o desejo e o sonho, em muitos cidadãos, de se sacrificarem de alma e coração, na defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos.
Nasceu o desejo e o sonho, de se baterem por políticas solidárias, não discriminativas e também pela defesa dos seus ideais de justiça, partilha, comunhão económica e social, de liberdade e democracia.
Nasceu o desejo e o sonho de defender de forma desinteressada, benévola, romântica e por isso mesmo atraente e revolucionária, de servir os cidadãos, o povo e não se servir deles, os cidadãos e o povo.
Mas eis que os ideais e convicções, foram trocados por benefícios, vantagens e privilégios
em contraposição á miséria crescente, ao desemprego, á retirada de direitos, ao aumento dos anos para atingir uma miserável reforma.
Estes ocupadores de cargos políticos, parecem lapas agarradas ao pote, que quase todos disputam para levarem vantagens económicas, pensões vitalícias chorudas, viagens e estadias pelo mundo enquanto aos cidadãos anónimos são retirados direitos, pensões, subsídios e o emprego.
Mas esses representantes são eleitos, OS CARGOS POLÍTICOS PÚBLICOS NÃO SÃO EMPREGOS NEM PROFISSÕES. PODEM SELO NO SEIO DOS PARTIDOS POLÍTICOS, MAS AÍ OS PARTIDOS QUE SE ENTENDAM COM OS INTERESSES INDIVIDUAIS E COLECTIVOS.
Esses representantes eleitos, têm usurpado os cargos políticos públicos para legislarem, para retirarem vantagens, mordomias e privilégios em relação aos restantes cidadãos e trabalhadores anónimos.
Foi assim quando em 1985 criaram a lei 4/85, de 9 de Abril, criando a pensão vitalícia, mandando às urtigas o conceito de não se servirem do povo.
E são tão criticáveis os que votaram essas leis como todos os que jogaram mão desses privilégios, autênticas provocações aos trabalhadores portugueses.
A provocação e o oportunismo ainda são maiores, quando acumulam a pensão vitalícia com a pensão de reforma, segundo as leis 4/85 e 26/95.
Eu sou daqueles cidadãos, que jamais calarei a minha indignação sobre todos os procedimentos de políticos que se deixam enredar nas teias dos privilégios e retirada de dividendos individuais, quando foram eleitos para servir o povo e não se servir dele.
São todos estes políticos que enlameiam os cargos políticos electivos e fazem o povo proclamar por todo o lado que os políticos são todos iguais, querem é tacho á custa do povo.
È evidente que os patrões sempre tiveram o tacho garantido e cheio com o nosso trabalho, mas estes, lamentavelmente, não nos enganam tanto como aqueles que dizendo que nos defendem, se transformam em trânsfugas.
Este ano de 2011, serão os sacrifícios para os cidadãos anónimos, porque o Estado só com pensões vitalícias, segundo o orçamento, vão custar 9,1 Milhões de euros, tendo um aumento de 4,3% face ao ano passado, mas os aumentos para os trabalhadores anónimos são zero ou pouco mais.
E ainda, há mais 1,6 Milhões de euros para viagens, e ainda, há mais 11,7 Milhões para salários e ainda, há mais 373 Mil euros para avenças privadas.
Podem, todas estas personagens, desfraldar a bandeira da legalidade, feita por eles e para ser usada por eles e por outros, que não tendo votado essas leis não deixam de se servir delas porque lhes dá muita rentabilidade. Se todos estes personagens fossem pessoas íntegras, de moral e princípios políticos sérios, não aceitariam, não recorreriam a tais processos, no mínimo privilegiados e oportunistas, em relação aos seus concidadãos.
Francisco Tomás
02 de Agosto de 2011
A classe jornalística, de forma consciente ou por seguidismo e perante a perda de 8 deputados e 270 mil votos, pelo Bloco de Esquerda, não deixou de pressionar, as causas ou causa das perdas do Bloco, focados apenas na demissão do Francisco Louçã.
O Bloco de Esquerda, em toda a sua dimensão organizativa e junto de sectores independentes, deve, no meu entendimento, procurar ler os sentimentos, as preocupações, os medos, os desejos etc., que levaram os cidadãos portugueses a não seguir as nossas propostas.
Porque ficaram pura e simplesmente, uma grande parte sem votar, ou procurar outras saídas no quadro partidário das troikas. Ler mais…