Centro de saúde de Corroios fecha para obras
Os mais de 47 mil utentes da Extensão de Saúde de Corroios, Seixal, começam hoje a ser atendidos no Miratejo, devido a obras de beneficiação, que vão durar cerca de quatro meses. Até lá, vão ser todos atendidos num gabinete destinado a quem não tem médico de família.
“Vai ser o caos, porque já estão lá quase 20 mil sem médico de família. Agora, juntamente com os outros todos que têm médico de família e que durante estes quatro meses não vão ter médico de família, a coisa vai complicar-se ainda mais”, queixa-se Domingas Gonçalves, porta-voz da Comissão de Utentes de Corroios.
“Se o centro de saúde já estivesse construído, como andamos a reivindicar há anos, nada disto estaria a acontecer”, realça, frisando que “estas obras não vão resolver o problema”.
Orçadas em 200 mil euros, as beneficiações vão abranger o interior do edifício de quatro andares, cujas instalações sanitárias já não estavam a funcionar.
“Vai ser tudo feito de novo”, adiantou ao JN a coordenadora da unidade, Gabriela Fernandes, antevendo problemas no atendimento aos utentes na extensão do Moinho de Maré, em Miratejo.
“Fizemos o melhor que pudemos com escalas médicas rotativas, mas vamos ficar muito apertadinhos”, explica, frisando que durante o tempo em que decorrem as obras não haverá consultas de planeamento familiar.
“A saúde materna vai ser prioritária”, esclarece, considerando que as condições de atendimento só irão melhorar com a construção de um novo equipamento em Santa Marta do Pinhal.
Devido a esta situação, a comissão de utentes decidiu prolongar a recolha de reclamações para exigir a construção urgente de um novo centro de saúde. Até ao final de Agosto, foram preenchidos 16 livros com um total de 400 reclamações.
in Jornal de Noticias, 01/09/2010
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Risco de cheias na Baía do Seixal

A Baía do Seixal, na margem Sul do Tejo, poderá sofrer inundações entre as 16h da próxima quarta-feira e as 17h30 da sexta-feira seguinte, devido às marés altas previstas para esses dias. Segundo as previsões do Instituto Hidrográfico (IH), por volta das 16h50 de quinta-feira a maré deverá atingir a altura máxima de 4,20 metros naquele local.
O vereador com o pelouro dos Equipamentos Municipais, Joaquim Santos, disse ao PÚBLICO que a maré alta “pode provocar inundações rápidas e afectar parte da via principal de acesso ao núcleo histórico”, atingindo também cerca de 30 edifícios na proximidade. Por isso, a autarquia sugere aos moradores que isolem as portas com material vedante ou sacos de areia (que a câmara vai disponibilizar) e que retirem os bens de valor das zonas mais baixas dos edifícios. A circulação automóvel será interrompida a meio da tarde nos três dias, caso a estrada fique alagada.
Maior precaução
Mas não é certo que as marés-vivas – que acontecem nos meses dos equinócios, isto é, Março e Setembro – causem grandes estragos na zona do Tejo. Segundo as previsões do IH, é nesta região que se registarão as marés mais altas em todo o território continental, mas “para avaliar o perigo de inundações deve-se perceber a probabilidade de ocorrência de baixa pressão”, explica o comandante Ventura Soares, da divisão técnica do IH. Isto porque às marés dos equinócios podem juntar-se as marés altas meteorológicas, que podem ser provocadas pela baixa pressão atmosférica e pelos ventos fortes, típicos no Inverno. Daí que seja mais provável que em Março os estragos sejam maiores do que neste mês de Setembro.
Por exemplo, a 2 de Março as marés na Baía do Seixal inundaram cerca de 30 habitações e provocaram o corte da marginal na cidade, atingindo a altura máxima de 4,23 metros, menos do que a prevista para o próximo dia 9.Em Março passado, o Tejo também galgou as margens em diversas localidades de Vila Franca de Xira e Lisboa, chegando a inundar as zonas do Cais do Sodré e Terreiro do Paço. Devido à forte ondulação, os catamarãs que ligam o Terreiro do Paço ao Barreiro navegaram entre Cais do Sodré e Cacilhas, Almada.
in Público, 01/09/2010
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