Risco de cheias na Baía do Seixal

A Baía do Seixal, na margem Sul do Tejo, poderá sofrer inundações entre as 16h da próxima quarta-feira e as 17h30 da sexta-feira seguinte, devido às marés altas previstas para esses dias. Segundo as previsões do Instituto Hidrográfico (IH), por volta das 16h50 de quinta-feira a maré deverá atingir a altura máxima de 4,20 metros naquele local.
O vereador com o pelouro dos Equipamentos Municipais, Joaquim Santos, disse ao PÚBLICO que a maré alta “pode provocar inundações rápidas e afectar parte da via principal de acesso ao núcleo histórico”, atingindo também cerca de 30 edifícios na proximidade. Por isso, a autarquia sugere aos moradores que isolem as portas com material vedante ou sacos de areia (que a câmara vai disponibilizar) e que retirem os bens de valor das zonas mais baixas dos edifícios. A circulação automóvel será interrompida a meio da tarde nos três dias, caso a estrada fique alagada.
Maior precaução
Mas não é certo que as marés-vivas – que acontecem nos meses dos equinócios, isto é, Março e Setembro – causem grandes estragos na zona do Tejo. Segundo as previsões do IH, é nesta região que se registarão as marés mais altas em todo o território continental, mas “para avaliar o perigo de inundações deve-se perceber a probabilidade de ocorrência de baixa pressão”, explica o comandante Ventura Soares, da divisão técnica do IH. Isto porque às marés dos equinócios podem juntar-se as marés altas meteorológicas, que podem ser provocadas pela baixa pressão atmosférica e pelos ventos fortes, típicos no Inverno. Daí que seja mais provável que em Março os estragos sejam maiores do que neste mês de Setembro.
Por exemplo, a 2 de Março as marés na Baía do Seixal inundaram cerca de 30 habitações e provocaram o corte da marginal na cidade, atingindo a altura máxima de 4,23 metros, menos do que a prevista para o próximo dia 9.Em Março passado, o Tejo também galgou as margens em diversas localidades de Vila Franca de Xira e Lisboa, chegando a inundar as zonas do Cais do Sodré e Terreiro do Paço. Devido à forte ondulação, os catamarãs que ligam o Terreiro do Paço ao Barreiro navegaram entre Cais do Sodré e Cacilhas, Almada.
in Público, 01/09/2010
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