COMUNICAÇÃO SOCIAL

O QUE QUER O BLOCO?

É o sugestivo título do programa de governo que o Bloco apresentou aos cidadãos e cidadãs.São 51 ideias para mudar Portugal.
Já todos os partidos apresentaram os seus programas eleitorais. É agora tempo de os cidadãos e cidadãs se informarem das diversas propostas, aquilatarem da coerência ou da falta dela entre aquilo que os diversos partidos propõem e as suas práticas quotidianas.
Dessa comparação é que resultará a decisão informada que se traduzirá no voto consciente.

O Bloco apresentou 10 propostas anti-crise:
1- Proibição de despedimentos colectivos em empresas com lucros.
2- Impedir o pagamento de dividendos aos accionistas de empresas que receberam subsídios ou benefícios públicos.
3- Direito à reforma aos 40 anos de trabalho, sem penalizações.
4- Aumento das pensões e do salário mínimo (para chegar aos 600 euros em dois anos)
5- Subsídio para todos os desempregados.
6- Imposto sobre as grandes fortunas para financiar a segurança social.
7- Limitação dos contratos a prazo ao máximo de 1 ano e fim dos falsos recibos verdes.
8- Nacionalização do sector energético, GALP e EDP.
9- Política pública para garantir a banca ao serviço da economia.
10- Reduzir o horário de trabalho para as 35 horas semanais.

No distrito de Setúbal os deputados do Bloco, apresentaram publicamente os seus compromissos com os eleitores e eleitoras: Plano de ordenamento regional do território ao serviço das pessoas e do ambiente; Combater o desemprego e a precariedade; Agir contra a exclusão social, a pobreza e as desigualdades; Defender as populações e o território contra a especulação e os crimes ambientais; Salvaguardar e revalorizar os serviços públicos essenciais: saúde e educação; Investimento na reabilitação urbana e num sistema de transportes sustentado; Segurança: políticas de proximidade para terminar com os guetos e combater o medo; Por uma cultura participada de solidariedade e intervenção.

Estamos a viver um choque social que atingiu em primeiro lugar os trabalhadores e trabalhadoras.
Foi alterado o regime da segurança social, para reduzir a protecção a um regime de caridade, diminuir o valor das pensões futuras e aumentar a idade da reforma. Foram impostos o código do trabalho e os contratos individuais na função pública, promovendo a precariedade da vida e do trabalho e a prepotência dos patrões. O resultado é mais de meio milhão de desempregados em 2009, sobretudo desemprego de longa duração. A recessão mostra o colapso do regime de salários baixos, subsídios às empresas, prepotência da finança e corrupção generalizada.

É preciso interromper este pântano e é por isso que o Bloco de Esquerda apresenta uma alternativa de governo, uma resposta socialista de combate à crise.
E ninguém diga que não há dinheiro e recursos para políticas sociais de combate à crise. Só para tapar o buraco das aldrabices do BPN, a Caixa Geral de Depósitos, que é do Estado, já gastou 3 mil milhões. Mas o governo reduziu o subsídio de desemprego para poupar 300 milhões de euros.
O PS e Sócrates, o PSD e Manuela Ferreira Leite protegem os banqueiros e os responsáveis pela crise.

É preciso eleger deputados e deputadas que protejam as pessoas.
Com o Bloco as pessoas estão sempre em primeiro lugar.

3 de Setembro de 2009
Vítor Manuel Cavalinhos
Membro da Coordenadora do Seixal do BE
Membro da Assembleia Municipal do Seixal

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